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20.8.10

Vintage, por que?


Se existe uma tendência em alta no mundo é o Vintage.
Retrô, antigo, moda de brechó, roupa de vó/vovô, etc - ainda que o mundo fashion adore discutir diferenças sobre os termos..

Alguns dizem que tudo é pela falta de opção das lojas "moderninhas", que é tudo muito óbvio e que se você compra alguma coisa num brechó, ninguém mais terá nada igual. Ok ok... Mas porque então não mandar fazer a roupa?

De uns tempos pra cá, começou a ser cool e charmoso comprar coisas usadas, seja livro, seja disco (LP mesmo!), sejam filmes, sejam acessórios, roupas, etc. A procura por brechós vem crescendo cada vez mais e provavelmente por um motivo muito maior que só a "originalidade", a busca por uma história na roupa ou qualquer coisa do tipo.

A grande prova disso é o número de brechós que vem crescendo no mundo todo. No Brasil, a cultura da "2ª mão" ainda não pegou muito, ainda que nas grandes cidades seja possível encontrar algumas lojas já consagradas como o brechó "Minha Avó Tinha", entre alguns sebos também. Mas um grande exemplo de que "coisa velha" é coisa nova, é a Rough Trade, uma loja londrina de artigos usados que virou selo musical e chegou a lançar The Smiths para o mundo nos anos 80, mas que hoje em dia é focada em música.
Atualmente, a Rough Trade é a loja mais cool de Londres, e tem filiais nos pontos mais legais da cidade. Se tem Rough Trade a vizinhança é legal, FATO! A "marca" é tão cool, que foi um dos patrocinadores do festival 1234 - que eu já tanto falei por aqui - e tinha até "barraquinha" vendendo roupas por lá.

Outro brechó famoso na terra da Rainha é o "Rok It", que segue o mesmo modelo da Rough Trade, mas sem selo musical - só a trilha sonora da loja que é incrível - eu mesmo andei fazendo umas aquisições por lá...

Mas independente de tudo, as vintage-stores nem sempre tem peços acessiveis.. Muitas vezes as peças dessas lojas são até mais caras que as próprias marcas em regiões refinadas de metrópoles europeias. Porque?

Dizem que essa é uma atitude eco-friendly (as sacolas dessas lojas geralmente são eco-bags, inclusive), e que isso é estar na moda. Concordo e apoio! Desde que você não tenha que desembolsar cerca de £30 numa T-Shirt básica só porque é vintage, e "vintage é cool".
Se situem brechós: vocês vendem coisas usadas.

19.4.10

Música e Publicidade @ Go!Midia Blog

"Quem é que nunca se pegou cantarolando ou assobiando alguma música que muitas vezes você nem sabe quem toca ou até mesmo a língua em que é cantada? Já repararam como a trilha sonora de qualquer coisa dá um tom completamente diferente ao que foi feito? Que seja um desfile, uma cena de filme, uma abertura de novela, uma campanha publicitária.."

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13.4.10

H&M vs Aids

A grife H&M fez uma coleção, que será lançada no dia 20 de maio, inspirada nos grandes festivais de música, tão comuns na Europa nessa época do ano - especialmente no alto verão -, que segundo a própria designer Ann-Sofie Johansson, são lugares para se inspirar e conhecer o "novo" em todos os sentidos, devido ao grande numero de nacionalidades e ideologias num mesmo lugar.

Infelizmente essa cultura de festivais não é muito grande no Brasil, ainda que existam alguns casos por aí de um tal de Woodstock Brasil (oi?! Depois do Rock in Rio Lisboa, esse é o nome de festival mais nonsense que já ouvi - já falo mais sobre isso), mas de qualquer maneira acho que todo mundo consegue pegar um pouco dessa 'ideologia', dessa 'vibe'...

A coleção é bem primaveril e com algumas referências "musicais", com um clima quaaaase neo-hippie...
Achei bastante interessante, principalmente por ser uma coleção com 25% do lucro revertido para doações de projetos de luta contra HIV/AIDS, porque faz parte do projeto Designers Against AIDS (DAA).

12.12.09

Denúncia?

Bom, o Bloggger resolveu me chamar a atenção por links que infringiam os direitos autorais etc etc etc
Até entendo, já que tem muito link de cd por aqui. Mas acho que foi denúncia pelo que estava escrito..
Espero, profndamente, que se alguém denunciou alguma coisa, essa pessoa ou morra queimada, ou me ajude no blog, pq provavelmente é alguém com tanto tempo livre quanto eu, senão mais.

Não quero entrar em discussões sobre estar certo ou errado em baixar música, filmes, etc. porque essa discussão me dá preguiça, principalmente quando vem alguém com esse papo de que pirataria é crime e que eu estou errado, mas a pessoa é praticante do jeitinhobrasileirismo.

Por favor, não estrague meu passatempo. Até porque eu vou continuar baixando o que eu quiser, QUANDO EU QUISER querido(a), meus amigos é que vão ficar sem os links - ainda que eu grave pra eles uns dias depois.

You Lose.
Beijo!

1.12.09

Fróyda


Achado no Trabalho Sujo

Em tempos de fim de período só consigo zuar a classe psicanalítica que tato me dá trabalho.

17.11.09

[ctrl c + ctrl v] Ditadura Gay

“Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?” Desde que a enquete apareceu no site do senado, faz umas semanas, evangélicos de todo o país iniciaram uma cruzada via internet, pelo direito de ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo.

Uma senhora chamada Rosemeire, por exemplo, expondo num blog seu temor de que a lei seja aprovada, disse que vivíamos “O início da Ditadura Gay no mundo!”. Pelo que entendi, Rosemeire acredita que está em curso uma batalha global, travada entre héteros e homossexuais, pela hegemonia na Terra. Hoje, os héteros estão vencendo, mas é só porque têm amparo legal para chamar os gays de viadinhos, as lésbicas de sapatonas e rir das piadas do Juca Chaves. No momento em que passarem a punir quem ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo, elas perceberão que chegou a hora, sairão todas correndo da The Week e tomarão o poder.

Imagine só, Rosemeire? Criancinhas terão de cantar Village People, na escola, enquanto assistem ao hasteamento da bandeira do arco-íris. Aos domingos, em vez de futebol, as TVs transmitirão Holiday on Ice e, com dezoito anos, os jovens serão obrigados a alistar-se no exército, fazer flexões de braço, dormir e tomar banho, uns na frente dos outros. Que horror!

Se você acha que Rosemeire exagerou, é porque não leu o blog de Rozângela Justino, cristã, psicóloga e indignada: “Se este Projeto (...) for aprovado, estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe.”

Uau, Rozângela! O mundo, então, seria governado pela casta das Drag Queens? Um advogado gay, de terno e cabelo curto, seria de uma casta intermediária? E lutadores do Ultimate Fighting, viveriam de esmolas? Bem, talvez não...

Quanta imaginação têm as duas mulheres. Se seus piores pesadelos fossem filmados, seria preciso unir o talento de um Fellini com o de um Clóvis Bornay; juntar, no mesmo caldeirão, George Orwell e Andy Warhol; vislumbrar as ruas de Nova Déli sendo percorridas pela banda de Ipanema.

Se bem que... Sei lá. Pensando melhor, talvez o temor de Rosemeire e da Dra. Justino tenha algum fundamento. Veja o caso dos negros: há poucas décadas, todo mundo contava piada racista e eles eram cidadãos de segunda classe. Veio esse papo de igualdade, o que aconteceu? Um mulato chegou a presidente dos Estados Unidos!

A batalha racial já está perdida, mas a sexual ainda pode ser ganha! Basta ir ao http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0, clicar em NÃO e mostrar a todos que ainda tem gente disposta a lutar por um mundo injusto, desigual e preconceituoso!

****

Após a RainbowFest na não tão pacata Juiz de Fora, me deparei com esse texto do Antonio Prata e com o barraco das travas no dia do Miss Gay por aqui.
Navalhadas entre as participantes a parte, vi alguns comentários meio absurdos e fiquei chocado: um dia vejo milhares de pessoas na rua pedindo respeito - ainda que em meio a brigas e roubos -, e no outro vejo um comentário homofóbico com justificativa religiosa dizendo que é um absurdo que se respeitem pessoas.
Não consegui entender a linha de raciocínio dessa vertente 'religiosa'...
Queria muito que a lei fosse pra proibir essas igrejas.

6.11.09

A 'no smoking' sign on my cigarette break



Evito ao máximo falar da lei anti-fumo.
Primeiro porque fumo. Segundo porque pensando no meu lado, acho a lei péssima, o que torna a opinião piegas. E terceiro porque todo mundo sempre fala a mesma coisa, e sempre quero que o assunto acabe rápido pra eu poder fumar meu cigarro quieto.

"Contras" politizados de lado, acho a lei um absurdo! Não gosto de ter que sair do meio da balada pra poder fumar, não gosto de ninguém me repreendendo e muito menos ser obrigado a acompanhar alguém no fumódromo quando não quero fumar.
Essa última situação sempre me acontece quando saio com mais uma pessoa, e esta quer fumar e não sabe fumar sozinha.

Além de tudo, são poucos os hábitos tão sociáveis quanto o cigarro. Todo fumante, por mais antissocial que seja, já pediu sem a menor vergonha, fogo pra alguém. E tem coisa mais erótica que pedir FOGO pra alguém?
Sem contar que fumar é suuuuper charmoso. Quantas vezes não me interessei por alguém só pela maneira que a pessoa aprecia o cigarro! Muitas vezes a pessoa parece estar transando com o cigarro!
Mas agora se você quiser ver essa cena de sexo, ops, fumo explícito, tem que ir pro fumódromo, onde mal se consegue ver as pessoas de tão apertado e antierótico é o "lugar".

Sempre me remeto a cenas claássicas em que as pessoas aparecem fumando com uma classe, um glamour e uma eroticidade inexplicáveis!
Ok, ok, eu sei que era tudo marketing, mas e daí?! Marketing GENIAL esse então! Tão genial que eu comprava cigarrinhos de chocolate só pra imitar. Tão genial, que o personagem de Woody Allen em Manhattan fala que se acha atraente com um cigarro, ainda que não tragasse. Tão genial que as fotos mais famosas de Marlene Dietriech e Audrey Hepburn são fumando!

Cigarro faz parte da música, do cinema, das artes em geral e não tem como desvencilhar essa imagem com tanta facilidade.
Não incentivem, mas também não me proibam de fumar na hora mais interessante ok? Se deixa a roupa e o cabelo fedidos, é só lavar, e isso é só uma questão de higiene - se é pra justificar que seja pelo lado da saúde, aí sim eu super respeito!

Fumantes passivos, desculpem a grosseria e o egocentrismo, mas o blog é meu, e aqui pode fumar a vontade. Obrigado!

20.8.09

[ctrl c + ctrl v]

Um mal-estar líquido: sobre a obra de Zygmunt Bauman

Leonardo Moura

Angústia e melancolia são sintomas do mal-estar da civilização moderna. Na pós-modernidade, condição do capitalismo contemporâneo, as mazelas da alma do ser humano não são diferentes. Pior: são ainda mais latentes, pois hoje a felicidade é um direito. E aparentemente está ao alcance de todos. Não conquistá-la é assumir-se um perdedor diante de um mundo que dá oportunidades para todos que querem ser donos de suas vidas.

Sentimento líquido

É à luz desta condição que o filósofo e cientista político polonês Zygmunt Bauman escreve seus livros sobre comunidade, política, cultura, identidade e sentimentos líquidos. Bauman crê num mundo que destrói as principais instituições capazes de acolher o indivíduo em situações de sucesso ou fracasso.

Para o autor, as duas principais instituições que hoje perdem força são a nação e a família. Em ritmo de ruptura, a pós-modernidade nos torna seres humanos de identidades líquidas, participando de culturas e comunidades líquidas e assumindo sentimentos líquidos.

Múltiplas identidades

Essa capacidade de multiplicar-se conforme a situação que conseguimos desenvolver é facilmente assimilada pelas ferramentas de redes sociais. Profetizadas pelos pensadores contemporâneos a Bauman de forma menos negativa (Stuart Hall e Erving Goffman), as redes sociais são instrumentos online nas quais o ser humano é capaz de mostrar todos os traços de sua personalidade. Numa rede social, é possível assumir que as múltiplas identidades estão previstas numa comunidade que comporta todas simultaneamente. A essa característica do mundo online e às suas relações pessoais Bauman faz crítica em "Vida para Consumo", salientando que os laços humanos, também líquidos, são conectados e desfeitos conforme conveniência.

A Vida Explica

De origem judaica, Bauman trabalhou no serviço secreto militar polonês. Em seu passado, há traços não divulgados ou aprofundados sobre sua relação com o sistema denuncista do comunismo polonês na gestão soviética. Bauman era leal ao Estado e aparentemente feroz com quem ia contra ele. Apesar disso, no final da década de 1960, exilou-se na Inglaterra, deixando a Universidade de Varsóvia e o serviço militar polonês por não concordar mais com campanhas antissemitas do governo em seu país natal.

Velhice Amena

Em Leeds, na Inglaterra, o professor e pensador começa a publicar seus livros sobre a liquidez dos valores, das instituições e dos sentimentos humanos, numa série que só no Brasil já foram publicados mais de quinze. Todos de tom niilista. O ápice do pensamento partidário de Bauman está no livro "Europa". Lançado em 2006 no Brasil, traz o cientista numa visão que dá gosto de ver, coerente com o que aparentemente parece certo para nosso futuro ocidental. Bauman acredita que só a Europa trará a mudança necessária para as instituições de hoje, corrigindo o caminho tortuoso e desagregador da identidade humana para o qual, na visão do pensador, caminha o mundo.

Mas talvez o livro mais complexo sobre o pensamento do cientista seja Em Busca da Política. Lançado em 2000 no Brasil, traz a análise do comportamento do ser humano ao procurar fazer política. Fica claro que o autor parte sempre do coletivo, ignorando as particularidades da identidade humana na qual seu maior influenciador, Freud, imergiu. Bauman vê a humanidade em desespero em busca de segurança, condição da base da hierarquia das necessidades humanas. E a segurança hoje é um item que só pode ser garantido individualmente, já que o pensador vê o claro desmantelamento do Estado, que sempre foi, na história europeia, o grande responsável pela segurança e o bem-estar.

Relação ao Brasil

Numa análise brasileira e individualista, é fácil enxergar que nem tudo que Bauman descreve está perdido. Temos em nosso país uma situação de instituições pouco eficientes. Porém, as classes ABC em nosso país conseguem se equiparar em ações afirmativas. Estas ações e discussões passam a iniciar ou se desenvolvem com propriedade em ambientes online. É uma estrutura diferente de iniciar um processo político. Mas é capaz de, numa sociedade conectada e impregnada pelo imaginário eletrônico -- como é a brasileira --, gerar movimentos e atitudes que reivindiquem mudanças na família e no Estado. Falamos aqui dos debates sobre emprego, raça, sexualidade, violência, segurança e drogas, tão avançados em nosso país, porém ainda não concluídos em forma de lei.

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Fonte: http://www.colheradacultural.com.br/content/20090728164339.000.9-N.php

18.8.09

Vídeo da campanha contra a homofobia



Vídeo contra a homofobia, uma iniciativa do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT (RJ). Acesse o site www.naohomofobia.com.br e assine o abaixo-assinado pela criminalização da homofobia.