Quem decide o que é polêmico?
Pode soar modernexismo da minha parte, mas a questão é que não entendo como amor pode ser polêmico e Multiple Martial Arts têm que descer pela minha goela junto com a cerveja do meu happy hour.

Alice é o filme mais esperado da temporada, e estréia hoje em todo o Brasil, depois de duas vezes adiado – a princípio, para aumentar a bilheteria que deixou a desejar nos EUA.
Com toda essa onda “back to 90’s”, nada mais juto que falar de Nirvana, já que hoje é o aniversário de 16 anos da morte do cantor da banda, Kurt Cobain.
Nirvana embalou meu ódio adolescente, assim como me deu motivo pra ter crises existenciais e assim, realmente pensar sobre sexo drogas e me apaixonar de verdade pelo heavy metal, ou melhor, o rock grunge de Seattle, que era referência pra algumas das bandas que posteriormente eu ia ouvir e não gostar.
É difícil, quando se realmente gosta do original e depois gostar do que surgiu dali e parece cópia.. Não acho que nenhuma outra banda grunge conseguiu fazer o que o Nirvana fez: no auge da gritaria dramática e junkie, Kurt e Cia, se sentaram e desplugaram a guitarra pra gravar o MTV Unplugged, que NÃO ficou menos rock’n’roll por isso!
Além de tudo, Nirvana virou referência pra qualquer nova banda de garotos de 15 anos espinhentos que começam a descobrir o rock agora..
polêmico (L)
Fãs de Guns’n’Roses: acho sua bandinha de uma fanfarronice macarrônica, e o Axl não passa de um poser de meia-idade ainda tentando ganhar a vida com o que um dia ele já ganhou alguns milhões. Kurt não precisou disso, e ainda fez como os bons malditos (Janis, Jim & Jimmy) do rock: morreu cedo e 'misteriosamente'.
Rest in peace! :)
Em tempos de carnaval, alguém levanta a bandeira dos cafas e reconhece o tal charme dos bad boys.


A autora da vez pegou o gancho de Sartori e continuou falando de relacionamentos amorosos. Dessa vez, Carol Zauza, faz um manifesto-desabafo contra a dor crônica de amor, ou melhor, ao culto da mesma.Minha mãe (maior colecionadora de frases de desapego da face da Terra) sempre me disse: “A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.” Mas se o fim é uma verdade universal, pra que tanto sofrimento, minha gente? E que fique bem claro que não quero com isso parecer insensível ou prepotente. Pelo contrário, sou uma verdadeira drama queen: choro, soluço, me jogo no chão, bato a cabeça na parece e me corto (freak!).
Vai doer? Vai!
Vai dar raivinha? Muita!
Mas TEM QUE passar. Porque, gente, “CHORA, ME LIGA, IMPLORA MEU BEIJO DE NOVO” só é aceitável em show de sertanejo no Alambique em BH! Caso contrário, é totalmente desnecessário!
Isso tudo é pra pedir por mim e por vocês: AMOR-PRÓPRIO DJÁ!
Entendo que não é tão fácil assim e que palavras são sempre mais simples que a prática (clichê). Escolhi esse posicionamento e estou programando minha mente pra agir de acordo com isso tudo. Pode ser que eu me foda bonito, Brasil. Ou não.
E quando bater um desespero de leve, tenhamos em mente um trecho de Paper Bag que sempre me comove (porque eu sou dessas rachas emotivas): “Hunger hurts, but starving works, when it costs too much to Love.”.
Beijos e dignidade já! (NOT!)
A primeira convidada é a maior incentivadora do "5 o'clock coffee", também bloggeira do recomendadíssimo Ondas Buenas, fashionista, moderna, blond fatalle- todas até agora são-, do rock e dos clássicos. Danielle Sartori expõe um pouco do seu lado assumido de Mujer Dramatica almodovariana e fala de romance e virtualidade.Perdendo o fio da meada...
A vida moderna nos acomete de muitos males. Dentre os piores pra mim classificados seria o fato da vida virtual ter complicado e muito as relações e os romances de mujeres dramáticas como yo.
Explico melhor e para ilustrar vou até a idade da pedra.
Antigamente as bases das relações se davam por um compromisso firmado entre as famílias. Ter um romance ou relacionamento não era um trabalho nem mérito seu. Seu pai te oferecia a algum pretendente que ele julgasse bom e a partir daí vc se dava bem ou não.
Depois com a liberdade convencemos aos mais conservadores que amar era muito bom e que viveríamos ao lado de alguém baseado em algo que não se explica apenas se sente. Era a fase romântica onde era permitido se apaixonar e ACREDITAR. Os namoros e noivados eram coisa séria e ninguém exibia suas datas especiais a todos que quisessem bisbilhotar na rede. A gente sabia quando estava com alguém e não tínhamos a necessidade de se auto afirmar por fotos que não dizem nada.
Passado algum tempo tenho me deparado com conflitos que Freud não me explica.
A pseudo-distância afetiva tende a colocar tudo num caldeirão onde não separamos o joio do trigo. Vc envia um e-mail romantiquinho e quer pq quer uma resposta imediata desse chamego virtual.
Nessas horas o bom senso passa longe e vc não consegue pensar se ele teve tempo, se teve inspiração, ou qualquer coisa do tipo.
Numa euforia sem sentido a gente só tem olhos e rastreadores pra saber que ele respondeu fulano ou ciclano, que isso é pessoal e
que o romance subiu no telhado.
Montar um circo nunca foi tão fácil....
Passada a fase 1 da crise, isso nos aponta para o óbvio.
As fragilidades de nossas relações.
Falta base, falta toque de verdade, não do teclado.
Atualmente tem que ser ninja pra deixar alguém seguro diante dos apelos da internet e de tudo. E a ética de como fazer isso tá meio confusa. Pq nao é colocando foto de casal na sua página virtual que vc garante alguma coisa.
Freud no alto de sua sabedoria deveria apontar um predestinado pra fazer um apanhado disso pra gente
A humanidade está precisando de novos estudos, tá rolando uma defasagem de material e de apoio. Não adianta passar e-mail.
ps: texto feito com a colaboração de lamentos de uma amiga em meio a uma crise virtual no MSN.
“Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?” Desde que a enquete apareceu no site do senado, faz umas semanas, evangélicos de todo o país iniciaram uma cruzada via internet, pelo direito de ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo.
Uma senhora chamada Rosemeire, por exemplo, expondo num blog seu temor de que a lei seja aprovada, disse que vivíamos “O início da Ditadura Gay no mundo!”. Pelo que entendi, Rosemeire acredita que está em curso uma batalha global, travada entre héteros e homossexuais, pela hegemonia na Terra. Hoje, os héteros estão vencendo, mas é só porque têm amparo legal para chamar os gays de viadinhos, as lésbicas de sapatonas e rir das piadas do Juca Chaves. No momento em que passarem a punir quem ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo, elas perceberão que chegou a hora, sairão todas correndo da The Week e tomarão o poder.
Imagine só, Rosemeire? Criancinhas terão de cantar Village People, na escola, enquanto assistem ao hasteamento da bandeira do arco-íris. Aos domingos, em vez de futebol, as TVs transmitirão Holiday on Ice e, com dezoito anos, os jovens serão obrigados a alistar-se no exército, fazer flexões de braço, dormir e tomar banho, uns na frente dos outros. Que horror!
Se você acha que Rosemeire exagerou, é porque não leu o blog de Rozângela Justino, cristã, psicóloga e indignada: “Se este Projeto (...) for aprovado, estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe.”
Uau, Rozângela! O mundo, então, seria governado pela casta das Drag Queens? Um advogado gay, de terno e cabelo curto, seria de uma casta intermediária? E lutadores do Ultimate Fighting, viveriam de esmolas? Bem, talvez não...
Quanta imaginação têm as duas mulheres. Se seus piores pesadelos fossem filmados, seria preciso unir o talento de um Fellini com o de um Clóvis Bornay; juntar, no mesmo caldeirão, George Orwell e Andy Warhol; vislumbrar as ruas de Nova Déli sendo percorridas pela banda de Ipanema.
Se bem que... Sei lá. Pensando melhor, talvez o temor de Rosemeire e da Dra. Justino tenha algum fundamento. Veja o caso dos negros: há poucas décadas, todo mundo contava piada racista e eles eram cidadãos de segunda classe. Veio esse papo de igualdade, o que aconteceu? Um mulato chegou a presidente dos Estados Unidos!
A batalha racial já está perdida, mas a sexual ainda pode ser ganha! Basta ir ao http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0, clicar em NÃO e mostrar a todos que ainda tem gente disposta a lutar por um mundo injusto, desigual e preconceituoso!
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Após a RainbowFest na não tão pacata Juiz de Fora, me deparei com esse texto do Antonio Prata e com o barraco das travas no dia do Miss Gay por aqui.
Navalhadas entre as participantes a parte, vi alguns comentários meio absurdos e fiquei chocado: um dia vejo milhares de pessoas na rua pedindo respeito - ainda que em meio a brigas e roubos -, e no outro vejo um comentário homofóbico com justificativa religiosa dizendo que é um absurdo que se respeitem pessoas.
Não consegui entender a linha de raciocínio dessa vertente 'religiosa'...
Queria muito que a lei fosse pra proibir essas igrejas.
Homem não dá ibope na televisão e o quadro já sai do ar este domingo. Agora até as mesas-redondas de futebol, como as da MTV e da SportTV, lançam um olho de sedução para a audiência feminina. E tome Sex and the city, Superbonita e dezenas de atrações discutindo o que passa por debaixo da balaiage delas. ''Homem consome menos'' - descobriram os sabichões. ''Fale com ela'' - descobriu Almodovar, e o cara da grade televisiva acreditou. A atração do Fantástico era um cavanhaque, uma costeleta de exceção, bem-humorada, no debate sobre o que vai por baixo dos suspensórios deles. Se eu entendi alguma coisa, havia sotaques viris em nordestês e outros doces em neymatogrossês, homem que é homem hoje não tem a mínima noção do que seja isso.
Eu tenho conhecimento, uma colega aqui do B me contou que já há homens telefonando no dia seguinte, uma eterna reclamação delas. Da mesma maneira que outros continuam nem aí, neanderthal total, desinteressados em pegar com elas qualquer informação de como se chega, qual atalho pegar, na tal rodoviária Ponto G. O território masculino tem mais facções que xiitas e curdos em Bagdá. Além de não discutir a relação, não comer canapé nem salsinha, o homem que é homem do Fantástico não joga futebol no meio de campo - é cabeça de área. Ou beque. Eu daria uma terceira opção: ou fica de um lado para o outro, rebolando como o Robinho, o homem que é o futuro do futebol brasileiro.
Há muitas possibilidades de ser másculo hoje em dia e a melhor de todas talvez seja a de não precisar posar mais de homem, nem mesmo se for com um terninho lindo, preto com falsas listas de giz, que saiu na coleção de inverno do Alexandre Hercovitch. Foi uma revolução - um texto testosterona não devia incluir essas palavras, mas lá vai - passiva. As mulheres a fizeram e só nos cabe agradecer. Foram à luta, de início para conseguir direito ao voto, e hoje conseguem ser respeitadas até pelo direito de beliscar o bumbum do Gianecchini se cruzarem com ele na rave. O homem, acuado, aceitou ficar menos. Umas pitadas do perdedor Hommer Simpson. Uma nonchalance diversionista, tipo assim, Boy George. O resultado, pasmem!, é bom.
Eu tenho um amigo gaúcho, jornalista, que fala muito grosso, e ele me disse dia desses, epidermicamente sensibilizado, que está adorando fazer pilates. Não disse ''a-do-ran-do'', o que tornaria tudo diferente. Ele está adorando o pilates porque se sente mais solto, ou mais disposto, não me lembro bem. Sugeriu até que eu parasse com a musculação. ''Embrutece a articulação, tchê'', desdenhou.
Esse novo 'homem que é homem' pode até saber a diferença entre celulite e estria, mas, diante da choradeira delas por causa do infortúnio estético, perguntam incrédulos, como cego aos apalpos: ''onde? onde?''. Desconhecem-lhes as imperfeições, ajoelham-se às súplicas por mais preliminares. O homem-pilates não quer mais saber do bafo no cangote do machismo - e se ainda se faz necessário novo exemplo aqui está o ensaio do fotógrafo Jorge Bispo. Ele propôs a um grupo de atores, homens acima de qualquer suspeita, como Fábio Assunção, que se vestissem de... noiva. Todos aceitaram. De graça. Pelo simples prazer de experimentarem o frissom por baixo dos panos ou qualquer outra viagem mais particular a que quisessem submeter suas enzimas.
No quadro do Fantástico, os homens deixam Mariana Ximenes esperando na porta do vestiário e partem para a briga. Não disputam a loura. Instigados a pensar no nome que usariam se virassem travesti - se precisassem por uma necessidade cármica deixar vazar, Lapa afora, a última flor do macho carioca - eles saem no pau porque todos quereriam usar como travecas o mesmo nome de Záfine. Sem dúvida, e o jogador Edilson que voltou ao Flamengo com a sobrancelha depilada concordaria comigo - taí, um lindo nome.